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Mário de Andrade: livros que já caíram no Enem

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Mário de Andrade: livros que já caíram no Enem

Redação
Por Redação em Oct 11, 2022 5:06:45 PM | 6 min de leitura

Você sabe quais livros de Mário de Andrade já caíram e podem aparecer de novo nas questões do Enem?

Mário de Andrade é uma das figuras centrais da Semana de Arte Moderna, evento que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil.

Em função disso, ele é considerado um dos fundadores do modernismo no país.

Além do seu papel no modernismo, Andrade também trouxe diversas inovações para a literatura, especialmente para a poesia, o que o tornou um dos autores mais emblemáticos de todos os tempos.

Neste artigo, falaremos mais sobre a carreira de Mário de Andrade e apresentaremos suas principais obras para você se preparar para o Enem. Fique conosco!

Aqui você vai conferir:
Quem foi Mário de Andrade
A primeira fase do modernismo brasileiro
3 livros de Mário de Andrade para incluir no seu plano de estudos
1. Pauliceia Desvairada (1922)
2. Macunaíma (1928)
3. Poesias Completas (1955)

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Quem foi Mário de Andrade

Mário de Andrade foi um escritor paulista da primeira fase do modernismo brasileiro. Também atuou como crítico literário, folclorista, ativista cultural e musicólogo.

Ele nasceu em 9 de outubro de 1893, na cidade de São Paulo, e tinha grande interesse pela arte e cultura brasileiras.

Andrade estudou piano no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e, em 1922, começou a trabalhar como professor de História da Música e da Estética nessa mesma instituição.

Foi em 1922 também que o autor, junto de outros grandes nomes da cena artística da época, organizou a Semana de Arte Moderna. O evento marcou o início do modernismo no Brasil.

Além de Andrade, estiveram ao seu lado na organização do evento Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Menotti del Pichia — o famoso “Grupo dos cinco” do modernismo.

Mário de Andrade Livros - imagem em preto e branco de Mário de Andrade

Diversos estudiosos apontam que Mário de Andrade foi o grande mentor intelectual da Geração de 20, principalmente devido ao seu compromisso com o desenvolvimento cultural do Brasil.

Mário de Andrade também se destacou por seu pioneirismo. Afinal, sua obra, dividida em livros de poesia, prosa de ficção, folclore, ensaios e história da música, é, até hoje, um marco na literatura nacional.

Ela introduziu uma nova linguagem literária, que se apropria da língua do povo, diferentemente do academicismo parnasiano em voga até então.

A obra poética do autor certamente é um dos grandes destaques, quebrando os paradigmas artísticos canônicos da poesia acadêmica e voltando-se para uma exploração intensa do ritmo e de temas retirados do folclore popular brasileiro.

Na prosa, seu olhar sempre voltado para problemas sociais brasileiros, bem como para a cultura nacional, também se sobressaem.

Por todos esses aspectos, Mário de Andrade é considerado até os dias de hoje uma das figuras mais importantes da literatura e arte brasileira.

>>> Leia mais: Os 7 livros que mais caem no Enem

A primeira fase do modernismo brasileiro

Mário de Andrade fez parte da primeira fase do modernismo brasileiro. Sendo assim, para fins didáticos, é interessante conhecer um pouco mais sobre esse período em que o autor está inserido.

A primeira fase do modernismo esteve focada na busca de uma identidade nacional.

Nesse momento, diversos artistas aproveitaram a agitação causada pela Semana de Arte Moderna para romper com os modelos preconcebidos que, segundo eles, eram limitados e impediam a criatividade.

Inspirado nas ideias das vanguardas artísticas europeias, os artistas desse período buscavam uma renovação estética.

Por esse motivo, essa primeira fase é conhecida como a "fase heroica", sendo a mais radical de todas. É também chamada de "fase de destruição", pois propunha a destruição dos modelos que vigoravam no cenário artístico-cultural do país.

Mário de Andrade é um dos principais expoentes dessa primeira fase. Afinal, suas obras demonstram a busca por uma identidade nacional através da valorização dos elementos da cultura brasileira.

Além disso, Andrade também rompeu radicalmente, especialmente na poesia, com os modelos vigentes, propondo uma nova linguagem — mais próxima do povo e distante do academicismo.

Confira abaixo mais algumas características da primeira fase modernista:

  • fase mais radical e nacionalista;
  • busca de uma identidade nacional;
  • maior liberdade formal com rupturas da sintaxe;
  • presença de regionalismos e linguagem informal;
  • valorização do folclore, arte e cultura popular brasileira;
  • uso de versos livres, que não possuem métrica (medida);
  • uso de versos brancos, com ausência de rimas;
  • utilização do sarcasmo e da ironia.

>>> Leia também: Graciliano Ramos: livros que mais caem no Enem [Literatura no Enem]

3 livros de Mário de Andrade para incluir no seu plano de estudos

Agora vamos ao que interessa? Confira abaixo os três principais livros de Mário de Andrade que podem aparecer no Enem:

1. Pauliceia Desvairada (1922)

Pauliceia Desvairada é uma coletânea de poemas de Mário de Andrade, publicada em 1922. O livro é composto por 22 poemas curtos.

A obra é considerada um inventário das vivências, percepções e sensações desencadeadas pela modernização de São Paulo. São poemas que mostram a vida cotidiana e a preocupação em descrever ideias simples e emoções.

O uso livre da métrica, a linguagem solta e lírica e o nacionalismo exaltado são os principais aspectos dessa obra.

Nessa coletânea, Andrade introduziu ideias modernistas europeias revolucionárias na poesia brasileira, que antes era estritamente formal.

Em função disso, Pauliceia Desvairada é considerada um marco da literatura brasileira, influenciando muito a poesia que seria escrita posteriormente em nosso país.

Além das suas características inovadoras, a obra continha em seu início o famoso "Prefácio Interessantíssimo": conjunto de ideias que expunham as características do modernismo.

Confira um dos poemas que compõem o livro:

INSPIRAÇÃO

São Paulo! comoção da minha vida…
Os meus amores são flores feitas de original…
Arlequinal!… Traje de losangos… Cinza e Ouro…
Luz e bruma… Forno e inverno morno…
Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes…
Perfumes de Paria… Arys!
Bofetadas líricas no Trianon… Algodoal!
São Paulo! comoção de minha vida…
Galicismo a berrar nos desertos da América!

>>> Leia também: Resumo das 5 obras de José de Alencar que mais caem no Enem

2. Macunaíma (1928)

Macunaíma é um romance de Mário de Andrade, publicado em 1928. A obra narra a história de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.

Na narrativa, Macunaíma é apresentado como filho do medo e da noite, uma criança birrenta, preguiçosa e de mente ardilosa. Ele passa a infância em uma tribo amazônica até que toma banho de mandioca brava e se torna um adulto.

Na idade adulta, ele se apaixona por Ci, a Mãe do Mato. Com ela, Macunaíma tem um filho que morre ainda bebê.

Após a morte do filho, Ci sobe aos céus de desgosto e vira uma estrela. Macunaíma fica muito triste por perder a sua amada, tendo como única recordação dela um amuleto chamado muiraquitã. Contudo, ele acaba perdendo o amuleto.

Macunaíma descobre que o amuleto está em São Paulo na posse de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piamã comedor de gente. Assim, para recuperar o muraiquitã, Macunaíma parte para São Paulo com seus dois irmãos.

Após algumas tentativas, ele consegue de volta o amuleto e retorna para a sua tribo na Amazônia. Contudo, algumas aventuras depois, ele perde novamente a muiraquitã.

Decepcionado, ao final da obra, Macunaíma também sobe aos céus.

Ao longo do livro, Mário de Andrade traz diversos elementos da cultura indígena e afro-brasileira.

Desse modo, a obra se configura em uma narrativa nacionalista, mas de caráter crítico, já que os personagens são apresentados sem nenhuma idealização. Além disso, a língua portuguesa é mostrada em sua rica variedade.

Podemos dizer que em Macunaíma está presente todo nacionalismo de Mário de Andrade, além de sua forte ligação com o folclore.

Há também uma colagem de anedotas e lendas brasileiras, na qual as culturas do norte e do sul convivem juntas.

Nesse sentido, o personagem Macunaíma, anti-herói (ou "herói sem nenhum caráter", como sugere o livro) serve de ponte para a fusão de todas as nossas vertentes culturais, tradições e expressões de linguagem.

3. Poesias Completas (1955)

Poesias Completas é uma coletânea de poemas de Mário de Andrade, lançada em 1955.

A obra reúne todos os poemas de Mário de Andrade, incluindo outras coletâneas como Pauliceia Desvairada (1922), Losango cáqui (1926), Clã do jabuti (1927).

Esse livro é uma ótima opção para incluir nos estudos porque permite conhecer a totalidade da obra poética de Andrade.

Isso pode ser uma grande vantagem no Enem, afinal, muitos poemas do autor costumam aparecer nas questões de Linguagens e suas Tecnologias.

Então, certamente é um livro que vale a pena incluir no seu plano de estudos.

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